segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Roteiro para fazer pesquisas neste blog

Usando o computador:

1- clique no controle do navegador, no caso do Chrome (os três pontinhos como abaixo, no canto superior direito da tela);
2- clique em "Buscar" (como apresentado abaixo);
3-  escreva o que busca como abaixo;
4- use as setas para "baixo" ou para "cima" para buscar a palavra pretendida, abaixo ou acima no corpo do blog;

5- Como exemplo digitamos prolopa. Surgirá a seguinte tela (abaixo), com o termo pesquisado grifado em amarelo e entre parêntesis o número de artigos que o citam;
6- Basta clicar em cima do termo pretendido que surgirão na tela todas as postagens sobre o tema.

Informações, grupos e blog.

Eu acredito que a informação seja a nossa maior arma contra o Parkinson e não só contra ele.  Mas, falando especificamente neste caso, a Doença de Parkinson se revela uma caixinha de surpresas até para àqueles que a estudam mundo afora. São muitas teorias e novas descobertas, no entanto, a causa, a cura, a evolução e as especificidades de cada caso continuam sendo um desafio.

Viver com Parkinson também é um desafio e informações básicas podem melhorar significativamente a vida do portador e daqueles que com ele convivem.

Conhecer os sintomas motores e não motores, as terapias e exercícios indicados, a importância da alimentação funcional, inclusive para otimizar os efeitos da medicação, os efeitos colaterais de medicamentos, a variedade de tratamentos e as novas possibilidades de tratamento que estão sendo estudadas, a importância da qualidade do sono, do equilíbrio emocional, do tratamento de problemas mentais como: distúrbios de humor, depressão e compulsōes que porventura possam surgir é fundamental.

Para tudo isso os grupos virtuais de Parkinson têm sido muito importantes, porém, nada substitui o atendimento profissional especializado e o convívio social.

Não podemos nos excluir da sociedade e nos tornarmos invisíveis.

No Brasil sequer sabemos quantos somos. Com relação aos casos de Parkinson precoce sabemos menos ainda.

Sabemos apenas que crescem exponencialmente, visto que, a cada semana surgem novos recém diagnosticados nos grupos. Considerando ainda, que muitos estão vagando por consultórios atrás de um diagnóstico que pode demorar meses ou até anos, o número de portadores é uma incógnita.
Então, ressalvada a importância dos grupos, quero falar sobre a importância da informação de qualidade e de fácil pesquisa.

Nos grupos as informações não são catalogadas, são esparsas e muito baseadas em trocas de experiências. Embora exista a postagem de artigos, muitas vezes eles são de fonte duvidosas, ultrapassados ou de assuntos não relacionados, o que prejudica ainda mais a localização da informação procurada.

Essa é a importância do blog, uma ferramenta de pesquisa menos usada depois do sucesso das redes sociais, mas, de suma importância por estar catalogando informações de fontes confiáveis desde 2001 sobre vários assuntos referentes à Doença de Parkinson.

Vamos buscar informações no blog, aprender a pesquisar, usar o conteúdo e tirar dúvidas nos  grupos, discutir e contribuir com a disseminação da boa informação para os novos membros.

Grupos de apoio de portadores de doenças não são lugares para desfiles de egos, autopromoção ou campanhas com fins eleitoreiros ou comerciais e menos ainda de imposição religiosa. Fé é de caráter personalissimo (não vou menosprezar a importância da fé no tratamento de doenças) A fé em uma religião, em um tratamento, na troca de energia, no poder da meditação,... Toda fé é bem vinda e respeitada.

Eu aceitei ajudar a administrar um grupo de Parkinson e a colaborar com este blog por acreditar na importância da informação como tranformadora de vidas.

Vamos promover uma caça ao tesouro da Informação.

Milhões de pacientes ameaçados por mudanças no farmácia popular

23/10/2017 - Disponível para 94% da população brasileira, o Programa Farmácia Popular está com o futuro ameaçado. Em busca de mais cortes de despesas, o Ministério da Saúde manifestou a intenção de excluir a insulina dos medicamentos subsidiados pelo programa, que hoje é utilizada por mais de 1 milhão de pacientes, assim como reduzir em 60% o repasse pelas demais terapias disponíveis no Programa.

A INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) foi chamada à Brasília e se reuniu hoje, dia 19, com representantes do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF) do Ministério da Saúde, responsáveis pelo Farmácia Popular, e entregou um documento com uma breve análise sobre o Programa. Nela, a entidade mostra os benefícios do Programa, o quanto é fundamental manter a iniciativa e também, como contribuição, sugeriu outras soluções para reduzir custos.

Alegação do Governo

O Ministério da Saúde alega que o preço praticado pelos fornecedores ao Farmácia Popular é diferente daquele oferecido quando as empresas participam de licitações para venda de medicamentos ao governo. Contudo, há isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas licitações, enquanto no Farmácia Popular a cadeia farmacêutica segue obrigada a pagar pelos impostos, apesar do absurdo da situação e dos reiterados apelos para que, em benefício de maior acesso, houvesse isenção para o programa.

Do total de 3 bilhões do orçamento do Farmácia Popular, mais de 600 milhões não são aplicados em medicamentos porque voltam para os cofres públicos na forma de impostos. Se os pedidos por isenção de ICMS fossem atendidos, esse custo poderia ser reduzido ou destinado a compra de mais medicamentos.

“O Governo Federal, sob pena de um terrível retrocesso em matéria de acesso, já tão problemático no País, precisa garantir segurança e continuidade ao programa. A tentativa de analisar preços, esquecendo a singela diferença entre preço de produtos e preço de produtos com serviços e logística, não resiste aos fatos, nem à experiência do próprio Ministério. É preciso ainda, e ninguém melhor que o Ministério da Saúde para isso, incluir na equação os ganhos de saúde pública, a melhoria na qualidade de vida de milhões de brasileiros e a diminuição de ônus para o próprio sistema público, com menos internações e menos tratamentos”, aponta o documento da INTERFARMA entregue hoje ao Ministério da Saúde.

Desde 2005, quando os valores de referência foram definidos para medicamentos de diabetes e hipertensão dispensados pelo programa, a indústria tem oferecido substancial contribuição, sem a qual o Farmácia Popular não se viabilizaria. As reduções nos preços passam de 40%, em média, com base em acordos implementados em 2009 e 2016.

Desde então, o setor farmacêutico sofre uma pressão enorme com o aumento de custos. A inflação mesurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula 88% entre 2005 e 2016. Além disso, os reajustes de salários atingiram 114% e as tarifas médias de fornecimento de energia elétrica subiram 116% para o setor industrial. Tudo isso implica em aumento de custos para distribuidores de medicamentos, farmácias e indústrias farmacêuticas.

“Considerando este cenário, reduções adicionais aos valores de referência terminariam por tornar inviável a continuidade de fornecimento de medicamentos através do Programa Farmácia Popular”, alerta o documento da INTERFARMA.

Benefícios

O próprio Ministério da Saúde já divulgou balanços sobre o impacto do programa na saúde do brasileiro e na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Houve redução de 20% nas internações hospitalares relacionadas a complicações por hipertensão, diabetes e asma nos últimos anos, doenças tratáveis com medicamentos dispendidos pelo Farmácia Popular. As internações por diabetes, por exemplo, caíram de 130 mil em 2010 para 94 mil em 2016 – redução de 28%.

Abrangência

Em 2016, o Farmácia Popular foi responsável pela dispensação de 12,2 bilhões de doses de medicamentos, por meio de quase 35 mil farmácias em 4.469 municípios. Assim, mais de 192 milhões de brasileiros (94% da população do País) pôde contar com o suporte do programa.

Enquanto essa expansão acontecia, o governo mantinha uma rede de farmácias próprias. Contudo, cerca de 80% dos R$ 100 milhões gastos para mantê-la representavam custos operacionais – apenas R$ 20 milhões eram destinados à compra de medicamentos. Assim, fica evidente que o modelo gerava desperdício de recursos públicos e não colaborava com o aumento do acesso ao Farmácia Popular. Isso levou o governo a descontinuar a rede própria.

Para aumentar a abrangência do programa, o governo firmou parcerias com a rede privada de farmácias. Assim, todos os esforços de logística e planejamento dos custos operacionais ficaram sob responsabilidade da cadeia farmacêutica privada, restando ao governo apenas o subsídio aos medicamentos.

Existem duas modalidades no Farmácia Popular. Uma fornece medicamentos para asma, diabetes e hipertensão arterial com subsídio integral do Estado. Outra, o Estado cobre 90% do custo do medicamento, restando ao paciente apenas 10%. Nesse modelo de copagamento estão previstos tratamentos para colesterol, osteoporose, doença de Parkinson, glaucoma e rinite, além de fraldas geriátricas. Fonte: Profarma.

sábado, 21 de outubro de 2017

Problemas de sono podem variar de acordo com o subtipo de Parkinson

September 11, 2017 - NEW YORK (Reuters Health) - Os distúrbios do sono podem variar de acordo com o subtipo de doença de Parkinson e afetam a deficiência relacionada a doenças, sugerem pesquisadores no Japão.

A doença de Parkinson tem "uma apresentação clínica heterogênea, como os subtipos de tremor dominante e instabilidade postural e distúrbios da marcha (PIDG)", disse a Reuters Health Keisuke Suzuki da Dokkyo Medical University em Tochigi.

"Nosso estudo mostrou uma relação significativa entre distúrbios do sono e subtipos motores clínicos e o impacto significativo de um aumento do número de sintomas relacionados ao sono em deficiência relacionada à doença", disse ele por e-mail.

Dr. Suzuki e colegas recrutaram 490 pacientes com doença de Parkinson de sete hospitais universitários na região de Kanto no Japão; 436 participaram do estudo (idade média, 69; 197 homens).

Entre a equipe médica e seus amigos e familiares, os pesquisadores recrutaram 401 controles pareados com idade e sexo sem histórico de doenças neurológicas ou psiquiátricas (idade média, 69; 187 homens), conforme relatado em 28 de agosto no Journal of Neurology Neurocirurgia e Psiquiatria.

Os pacientes com doença de Parkinson foram categorizados por subtipo motor: 157 (36%) tremor dominante, 45 (10%) intermediário e 234 (54%) PIDG.

Os problemas de sono relacionados à doença de Parkinson foram avaliados utilizando a escala de sono da doença de Parkinson (PDSS) -2. A sonolência diurna excessiva foi avaliada usando a versão japonesa da Epworth Sleepiness Scale (ESS). E o provável distúrbio do comportamento do sono REM (pRBD) foi avaliado com o questionário de triagem RBD - versão japonesa (RBDSQ-J).

Os pacientes eram significativamente mais propensos do que os controles a terem problemas de dormir relacionados à doença de Parkinson (escore de PDSS-2 18 ou superior: 35% dos pacientes versus 7% dos controles), sonolência diurna excessiva (escore ESS 10 ou superior, 38% vs. 16%) e pRBD (RBDSQ-J pontuação 5 ou superior, 35% vs. 8%).

A prevalência da síndrome das pernas inquietas não diferiu significativamente entre pacientes e controles.

Após o ajuste para idade, sexo, duração da doença e score da Parte III da Divisão de Desordem de Movimento - Unificado PD (MDS-UPDRS), o subgrupo PIGD apresentou pontuações mais elevadas de PDSS-2 e ESS do que o subgrupo dominador de tremor, enquanto RBDSQ-J As pontuações não diferiram entre os subgrupos.

Outras análises indicaram preditores significativos de distúrbios do sono: doença de Parkinson Hoehn e Yahr Stage (gravidade da doença), número de sintomas relacionados ao sono, duração da doença, pontuação MDS-UPDRS parte III, subtipo PIGD, depressão e pontuação MDS-UPDRS parte IV.

"Nosso estudo encontrou uma relação significativa entre distúrbios do sono e subtipos motores clínicos", afirmam os autores. "Um aumento do número de sintomas relacionados ao sono teve um impacto na deficiência relacionada à doença".
Dr. Suzuki concluiu: "Os médicos devem estar cientes de sintomas relacionados ao sono em subtipos PIGD. São necessários mais estudos prospectivos".

O Dr. Sami Saba, neurologista do Lenox Hill Hospital, em Nova York, disse à Reuters Health que os achados não são "muito úteis" do ponto de vista clínico.

"Nós já sabemos que as pessoas com Parkinson têm mais problemas de sono do que aqueles sem", disse ele por e-mail. "Principalmente isso é útil para futuros pesquisadores que possam provocar uma razão biológica de que aqueles com doença de Parkinson e mais sintomas de marcha / postura também pioram o sono - talvez partes similares do cérebro sejam afetadas nessas pessoas, ao contrário do tremor - pacientes predominantes, que talvez não tenham os centros de sono do cérebro tão direcionados". Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: MedScape.

Sono Profundo Ligado ao Desempenho Cognitivo em Parkinson

October 20, 2017 - SAN DIEGO - Pacientes com doença de Parkinson que têm níveis mais altos de onda lenta, ou profundos, apresentam um desempenho significativamente maior em uma variedade de medidas cognitivas em comparação com aqueles que têm níveis mais baixos de sono com ondas lentas, apesar de não haver diferenças entre as medidas subjetivas dos grupos de sonolência diurna.

"Descobrimos que o sono tem uma influência significativa no desempenho cognitivo na doença de Parkinson", disse o primeiro autor, Amy W. Amara, MD, da Universidade do Alabama, Birmingham, ao apresentar os resultados aqui na ANA 2017: 48ª Reunião Anual de a Associação Neurológica Americana.

"Essas descobertas sugerem que intervenções para melhorar o sono também podem melhorar a função cognitiva".

A disfunção do sono é comum na doença de Parkinson, resultando de causas multifatoriais que vão desde sintomas motores noturnos da doença até efeitos colaterais de várias drogas.

Para dar uma olhada na qualidade do sono - especificamente o papel do sono profundo, ou lento, definido como o tempo de movimento não visual rápido (REM) do estágio 3 - em medidas cognitivas na doença de Parkinson, Dr Amara e seus colegas matricularam 32 pacientes com doença de Parkinson. Eles foram submetidos à polissonografia e posteriormente foram avaliados quanto a somnolência e habilidades psicomotoras.

Os pacientes foram categorizados como com alto sono de onda lenta, definidos como mais de 10% do tempo no estágio 3 não-REM, ou com baixo sono com ondas lentas, definidos como 10% ou menos tempo no sono do estágio 3 não-REM.

A idade, a educação e a gravidade da doença não diferiram entre os dois grupos, mas houve mais mulheres no sono alto em ondas lentas do que o grupo de baixa onda de ondas lentas.

Apesar das diferenças no tempo gasto no sono profundo, não foram observadas diferenças entre as medidas subjetivas dos dois grupos de sonolência diurna, avaliadas na Escala de sonolência de Epworth ou em seus relatórios de qualidade do sono, avaliadas no Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh.

No entanto, houve diferenças importantes nas medidas neurocognitivas: os pacientes com alto sono com ondas lentas mostraram tempo de reação recíproco significativamente mais rápido na Tarefa de Vigilância Psicomotora (P = 0,04), e eles apresentaram desempenho significativamente melhor em medidas de cognição global, incluindo Montreal Avaliação cognitiva (P = .04), memória de atenção / trabalho (nomeação da cor Stroop: P = .0006; nomeação da palavra: P = .0025; seqüenciamento do número da letra: P = .031).

Além disso, os pacientes com maior sono com ondas lentas tiveram escores mais altos na função executiva (Trails BA: P = 0,01; inibição do Stroop: P = 0,0052), bem como uma das duas medidas da linguagem (Controlled Oral Word Association: P = 0,021).

Os achados na memória e as avaliações da função visoespacial não diferiram significativamente entre os grupos, e nenhum dos resultados mudou depois de controlar o sexo.

Em uma declaração de opinião publicada em julho em Current Treatment Options in Neurology, o Dr. Amara e seus colegas discutiram mais sobre a interrupção do sono na doença de Parkinson e os possíveis tratamentos.

"Embora o tratamento ótimo para a insônia na doença de Parkinson não tenha sido estabelecido, as estratégias disponíveis incluem terapia cognitivo-comportamental, medicamentos com propriedades soporíferas e terapia de luz", escreveram.

As medidas de segurança, o clonazepam e a melatonina são os principais fatores de tratamento para o transtorno do comportamento do sono REM, enquanto a pressão positiva das vias aéreas positivas é um tratamento eficaz para a respiração desordenada do sono na doença de Parkinson, disseram.

Outro distúrbio no sono notável na doença de Parkinson é o distúrbio do ritmo circadiano.

"A ruptura circadiana surgiu como uma importante etiologia dos ciclos de sono-vigília prejudicados na doença de Parkinson, e as intervenções circadianas são promissoras para novas abordagens de tratamento", disseram.

O novo estudo acrescenta à compreensão de como a doença de Parkinson é afetada por tais distúrbios do sono, comentou Kathleen Poston, MD, professor associado de neurologia e ciências neurológicas e neurocirurgia no Centro Médico da Universidade de Stanford, na Califórnia, que co-moderou a sessão.

"A insônia é um sintoma não-motor comum na doença de Parkinson, que os pacientes geralmente discutem com seus médicos", disse ela à Medscape Medical News.

"Este estudo contribui para a nossa compreensão da insônia em Parkinson, identificando uma parte específica do sono, conhecida como sono de ondas lentas, que parece ser especificamente impactada em pacientes com doença de Parkinson".

O Dr. Poston observou que uma ampla gama de fatores pode ter efeitos cognitivos na doença de Parkinson, e o estudo não implica necessariamente a causação de um pobre sono lento nas baixas pontuações cognitivas. No entanto, levanta questões importantes para estudo posterior.

"O desempenho cognitivo é extremamente multifatorial, e os pesquisadores apenas começaram a entender todos os diferentes fatores genéticos, biológicos e clínicos que afetam o baixo desempenho cognitivo", disse o Dr. Poston.

"O sono é muitas vezes implicado como uma dessas causas potenciais, e este estudo apoia essa ideia. Além disso, ele sustenta a idéia de que a conexão entre sono e cognição é importante para estudar no futuro".

Os autores e o Dr. Poston não revelaram relações financeiras relevantes.

ANA 2017: 48ª Reunião Anual da American Neurological Association. Resumo S272. Apresentado em 15 de outubro de 2017. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: MedScape.